2die4 aposta na imersão como principal caminho. A proposta de nos colocar dentro da experiência funciona desde o início, especialmente pelo cuidado com a captação de som e pela forma como a imagem é construída.
Os ângulos em IMAX, alternando entre a visão do piloto e da pista, criam uma sensação constante de movimento, como se o filme quisesse ser sentido mais do que acompanhado.
Existe uma intenção clara de transformar velocidade e tensão em linguagem. Em alguns momentos, isso acontece. A técnica sustenta a experiência e mantém nosso olhar preso, mesmo quando a narrativa parece mais simples.
Mas é justamente aí que o filme começa a perder força.
Falta naturalidade. Tudo soa um pouco travado, como se as cenas existissem mais para cumprir uma ideia do que para acontecer de forma espontânea. O próprio Felipe Nasr, mesmo dentro da proposta, parece deslocado, mais próximo de um comercial de margarina do que de uma história que pede verdade.
E quando o filme começa a encontrar um ritmo mais interessante, ele já está acabando. A curta duração impede que essa imersão se desenvolva por completo, deixando uma sensação de algo interrompido antes de realmente se formar.
No fim, 2die4 funciona melhor como experiência sensorial do que como filme. Tem impacto técnico, mas falta consistência para que ele permaneça.
Nota: ⭐️⭐️⭐️
Autora: Thifany Soares
O filme está em cartaz nos cinemas brasileiros via O2 Filmes.
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