Crítica: 2DIE4: 24 Horas no Limite
2die4 aposta na imersão como principal caminho. A proposta de nos colocar dentro da experiência funciona desde o início, especialmente pelo cuidado com a captação de som e pela forma como a imagem é construída. Os ângulos em IMAX, alternando entre a visão do piloto e da pista, criam uma sensação constante de movimento, como se o filme quisesse ser sentido mais do que acompanhado. Existe uma intenção clara de transformar velocidade e tensão em linguagem. Em alguns momentos, isso acontece. A técnica sustenta a experiência e mantém nosso olhar preso, mesmo quando a narrativa parece mais simples. Mas é justamente aí que o filme começa a perder força. Falta naturalidade. Tudo soa um pouco travado, como se as cenas existissem mais para cumprir uma ideia do que para acontecer de forma espontânea. O próprio Felipe Nasr, mesmo dentro da proposta, parece deslocado, mais próximo de um comercial de margarina do que de uma história que pede verdade. E quando o filme começa a encontrar u...