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Crítica: A Morte de Robin Hood (2026)

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  A Morte de Robin Hood: Hugh Jackman brilha em filme difícil de assistir. Quando pensamos em Robin Hood, é quase automático imaginar um herói destemido e cheio de coragem. A Morte de Robin Hood segue por um caminho completamente diferente. Aqui, não existe espaço para romantizar a lenda. O que encontramos é um homem cansado, carregando as consequências de uma vida inteira de escolhas difíceis. O filme não economiza na violência. Em alguns momentos ela é tão explícita que acaba chamando mais atenção do que a própria narrativa. Entendo a intenção de tornar essa despedida mais dura e realista, mas, para mim, houve cenas que ultrapassaram o impacto e se tornaram apenas desconfortáveis de assistir. Ainda assim, é impossível não destacar Hugh Jackman. Ele entrega uma atuação que sustenta o filme do começo ao fim, transmitindo cansaço e vulnerabilidade sem precisar de grandes discursos ou frases de efeito. É aquele tipo de interpretação que faz você acreditar em cada olhar e em cada silê...

Crítica: Corrida dos Bichos (2026)

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  Corrida dos Bichos: Quando a divulgação empolga mais que o resultado Acaba de chegar ao catálogo do Prime Video, mais uma produção nacional, Corrida dos Bichos, estrelado por Rodrigo Santoro, Matheus Abreu, Anitta, João Guilherme, Bruno Gagliasso, Isis Valverde, Seu Jorge e mais. Após uma catástrofe ambiental destruir o Rio de Janeiro, as classes sociais ficaram divididas. Um dos maiores entretenimentos dessa nova sociedade é a Corrida dos Bichos, na qual magnatas controlam pessoas de classes mais baixas, transformando o cenário em um jogo de bicho, no qual cada competidor se caracteriza como um animal. Em meio a tudo isso, a trama foca em Mano, um jovem que lidera um grupo rebelde que sabotava o jogo e que se vê obrigado a entrar na disputa para salvar a vida da irmã. Apesar de elenco com nomes conhecidos, poucas são as atuações que chamam a atenção: Nadine (Isis Valverde), que é uma mulher que transita entre a vilania dos magnatas e as vítimas do jogo; Dalva (Thainá Duarte) é a...

Crítica: Dia D (2026)

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  Dia D: Spielberg Transforma Mistério em Encantamento SPIELBERG está de volta! Dia D nos traz uma perspectiva diferente da que estamos acostumados a ver em filmes sobre alienígenas. Desta vez, eles não aparecem como vilões ou criaturas que querem dominar a Terra. Ele aposta em algo mais curioso e fascinante: seres que buscam contato e que se apresentam de uma forma muito mais humana do que ameaçadora. O que mais me marcou foi a sensação de realidade que o filme transmite. Em diversos momentos, parecia que eu estava assistindo a um noticiário acompanhando uma descoberta histórica em tempo real, e não a uma obra de ficção. A forma como os acontecimentos são apresentados faz com que tudo pareça muito próximo da nossa realidade, como se aquela revelação pudesse acontecer a qualquer momento. Sem exagerar nos efeitos ou no visual psicodélico que costuma acompanhar esse tipo de história, Spielberg cria um mistério que prende justamente pela simplicidade. O filme desperta aquela curiosida...

Crítica: Todo Mundo em Pânico (2026)

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  Todo Mundo em Pânico: o retorno do humor sem freios Todo Mundo em Pânico retorna sem tentar reinventar a fórmula que tornou a franquia tão popular, e isso acaba sendo uma de suas maiores qualidades. O filme abraça o humor pastelão do início ao fim, satirizando produções recentes, tendências da cultura pop e situações atuais que tornam muitas piadas ainda mais fáceis de reconhecer e aproveitar. Um dos grandes acertos é a volta de personagens clássicos que ajudaram a definir a identidade da franquia. Revê-los em cena desperta aquela nostalgia gostosa, mas o filme não se apoia apenas nisso. Os personagens continuam com a mesma energia caótica e são responsáveis pelos momentos mais engraçados, é de fato um filme para quem entende o humor proposto, sem espaço para a cultura do cancelamento. Eu ri do início ao fim. O ritmo é acelerado, as piadas surgem o tempo todo, mas é claro que nem todas têm o mesmo impacto e algumas sequências funcionam melhor do que outras, mas isso faz parte de ...

Crítica: Mortal Kombat 2

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  "Mortal Kombat 2" finalmente entende o caos da franquia Mortal Kombat 2 abraça de vez tudo aquilo que transforma a franquia em algo tão marcante para os fãs. O filme aposta sem medo na violência exagerada, nas lutas grandiosas e no visual carregado do jogo, criando cenas de ação muito mais intensas e interessantes do que no anterior. A franquia finalmente entende que Mortal Kombat funciona justamente pelo excesso.  Kitana surge como um dos maiores acertos do filme. Além da presença forte nas cenas de luta, a personagem carrega uma sensação nostálgica muito grande para quem cresceu jogando, sem perder espaço dentro da história em meio ao grande número de personagens. Ao mesmo tempo, a narrativa continua simples e algumas decisões parecem existir apenas para conectar uma luta à outra. Falta profundidade em certos momentos e o filme acaba dependendo bastante do carinho que o público já tem por esse universo. Ainda assim, Mortal Kombat 2 entrega exatamente aquilo que promete e ...

Crítica: 2DIE4: 24 Horas no Limite

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                                           2DIE4: 24 Horas no Limite: Imersão em alta velocidade, emoção em Falta 2die4 aposta na imersão como principal caminho. A proposta de nos colocar dentro da experiência funciona desde o início, especialmente pelo cuidado com a captação de som e pela forma como a imagem é construída.  Os ângulos em IMAX, alternando entre a visão do piloto e da pista, criam uma sensação constante de movimento, como se o filme quisesse ser sentido mais do que acompanhado. Existe uma intenção clara de transformar velocidade e tensão em linguagem. Em alguns momentos, isso acontece. A técnica sustenta a experiência e mantém nosso olhar preso, mesmo quando a narrativa parece mais simples. Mas é justamente aí que o filme começa a perder força. Falta naturalidade. Tudo soa um pouco travado, como se as cenas existissem mais para cumprir uma ideia do que para a...

Crítica: De Volta à Bahia (2026)

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  "De Volta à Bahia" brilha na atmosfera e no carisma, mas perde força no ritmo da história "De Volta à Bahia", dirigido por Eliezer Lipnik e Joana di Carso, é uma comédia romântica que aposta na leveza e no calor do litoral baiano para contar uma história sobre juventude, amor e redescoberta. A trama acompanha Maya e Pedro, dois jovens surfistas que se conhecem após um vídeo viral mudar o rumo de suas vidas. Unidos pelo mar, eles acabam se aproximando enquanto enfrentam conflitos familiares, expectativas e o peso de tentar transformar paixão em propósito. O filme tem alma e Salvador não é cenário, é personagem. A cidade vibra em cada plano, com suas cores e luz. A fotografia é um dos grandes acertos: a câmera se aproxima do sol, do mar e da pele dos personagens de forma natural, quase sensorial. Não há artificialidade; o filme sabe que a Bahia não precisa de retoques para brilhar. Bárbara França é quem mais se destaca. Sua presença é luminosa, cheia de verdade e ca...