Crítica: Cara-de-Barro (2026)
Cara de Barro: o melhor filme da DC desde The Batman. Em Cara de Barro, a transformação mais assustadora de Matt Hagen não está naquilo que acontece com seu rosto, mas na maneira como sua obsessão vai tomando conta de quem ele é. O filme me prendeu ao construir essa trajetória e me deixar com uma dúvida que continuou depois dos créditos: até que ponto ele é um vilão ou alguém que acredita estar fazendo justiça? Tom Rhys Harries entrega uma atuação que sustenta muito bem essa transformação. Acompanhar a decadência de Hagen é interessante porque, mesmo diante de suas atitudes, o filme não torna tão simples separar o homem que sofreu daquele que passa a provocar sofrimento. Naomi Ackie também se destaca como a cientista Caitlyn Corr, e gostei muito da dinâmica entre os dois. Gostei de como a história desenvolve a obsessão de Hagen e as consequências de suas escolhas. Existe algo muito inquietante em acompanhar alguém que, na tentativa de recuperar o que perdeu, começa a ultrapassar ...