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Crítica: Milonga (2026)

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  “Milonga”: quando uma boa ideia se perde em um desenvolvimento lento e sem impacto. Tem filmes que não sabem organizar suas histórias, e Milonga é um bom exemplo disso. Vale lembrar que o filme estreou em circuito paulista no final de dezembro e chega às salas do Rio de Janeiro no dia 29 de janeiro. Basicamente, o longa nos traz uma mulher que tem a oportunidade de se libertar de um passado difícil ao conhecer um homem que a ajuda a redescobrir sua paixão pelo tango. No entanto, para seguir em frente, ela precisa encarar algumas verdades desconfortáveis. Analisando, parece ter uma proposta interessante, mas falha grandemente. Começando pela história, que foi o que mais me decepcionou. Quando observamos a sinopse, percebemos que a protagonista, Paulina García (Rosa), é uma senhora que enfrenta diversos problemas: seu filho está preso, sua filha não dá a mínima para ela e, por fim, ela encontra um grande amor. Porém, nenhum desses assuntos é devidamente explorado. Milonga, caso voc...

Crítica: Alerta Apocalipse (2026)

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  "Alerta Apocalipse": Um apocalipse tragicômico que mostra que, no caos, a humanidade pesa mais que o heroísmo. Em "Alerta Apocalipse", o diretor Jonny Campbell transforma um depósito de segurança máxima em um palco para o pânico, onde o verdadeiro perigo não é apenas um fungo mutante, mas a rapidez com que a nossa dignidade se esfarela sob pressão. O grande acerto do filme é o trio central, especialmente Liam Neeson como um veterano exausto que exala aquela energia de "eu sou velho demais para isso". Ao lado de Joe Keery e Georgina Campbell, ele forma um núcleo de pessoas comuns que não agem por heroísmo puro, mas por um desejo desesperado de proteger a própria vida. Essa dinâmica traz uma camada de honestidade, mostrando que os laços formados no caos podem ser tanto um suporte necessário quanto um peso emocional esmagador. O coração do filme bate através de um humor pastelão quase aflitivo. Não se trata da piada óbvia, mas daquele riso nervoso que surge...

Crítica: Song Sung Blue - Um Sonho a Dois (2026)

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  "Song Sung Blue – Um Sonho a Dois": um filme que vai além de ser mais um tributo musical! Chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, dia 29 de janeiro, o mais novo lançamento da Universal Pictures Brasil, "Song Sung Blue: Um Sonho a Dois". O longa nos apresenta a história real de Mike (Hugh Jackman) e Claire (Kate Hudson), que juntos decidem fazer uma parceria e montar um tributo ao cantor Neil Diamond. Porém, como nem tudo são flores, o casal precisa se manter forte para passar por momentos altos e baixos. Para iniciar a crítica, gostaria de elogiar as atuações. Hugh Jackman entrega uma performance legal, mas quem realmente encanta é Kate Hudson, não só por sua atuação, mas também por suas expressões marcantes, resultado que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz. No geral, a parceria dos dois é fantástica, pois possuem uma química muito boa. A ideia de fazer um tributo ao Neil Diamond é interessante e também motiva a nova geração a conhecer um ...

Crítica: Infinite Icon - Uma Memória Visual (2026)

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  Infinite Icon - Uma Memória Visual: Um documentário  inspirador e animado! Recentemente vem crescendo o número de documentários de famosos ou cantores nos cinemas, e agora é a vez de conhecermos um pouco melhor a história da cantora/influenciadora Paris Hilton. Quero começar a crítica dizendo que, quando fui assistir ao filme, não conhecia quase nada dela, mas me surpreendeu muito positivamente! Começando pela história de Paris, que traz um tom mais emocionante à obra, já que é mostrado que ser famosa tem um preço muito grande, tanto mentalmente quanto fisicamente. Sua trajetória na fama não foi nada fácil: houve pressões mentais e pesadas fake news. Mas a influenciadora não desistiu; apesar dos obstáculos serem muito grandes, persistiu bastante para conquistar o que possui hoje. Uma coisa legal é que Paris realmente se abriu nesse filme, expondo até problemas enfrentados, como o TDAH, que inclusive é mencionado em uma de suas músicas. Isso é genial, pois pode servir de exem...

Crítica: A Voz de Hind Rajab (2026)

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  “A Voz de Hind Rajab”: uma obra EXTREMAMENTE emocionante!!! Tem filmes que vêm para judiar sentimentalmente, e um grande exemplo disso é o mais novo lançamento “A Voz de Hind Rajab”, que estreia no dia 29 de janeiro nos cinemas brasileiros. O longa narra a história de uma menina de 6 anos que se encontra em uma situação extremamente perigosa em meio à guerra em Gaza. Sua única forma de contato é por meio de ligações com sua mãe e com a Cruz Vermelha na Palestina. Vale lembrar que as ligações realizadas pela menina são as mesmas apresentadas no filme; ou seja, as emoções se tornam ainda mais intensas. O filme é fenomenal e sem enrolação. Desde os primeiros minutos, já prende a atenção do espectador, que consegue ficar vidrado durante seus 1h28min de duração. Como já comentei, as ligações da garotinha em meio a Gaza são reais e carregam um peso muito forte, principalmente por se tratar de uma criança ingênua e desesperada diante da situação. Além disso, o longa conta com atores de ...

Crítica: Dinheiro Suspeito (2026)

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  “Dinheiro Suspeito”: Um filme previsível, com um final empolgante! Chegou ao catálogo da Netflix “Dinheiro Suspeito”, o mais novo longa de ação do diretor Joe Carnahan. Confesso para vocês que sou fã de filmes de ação; para mim, é um dos meus gêneros favoritos. Quando vi o lançamento do filme, pensei: vamos ver se vale a pena, confesso que por algum motivo fiquei com um pé atrás, e ele acabou surpreendendo minhas expectativas. Joe Carnahan entrega um roteiro bom, porém muito previsível. Até mesmo nos plot twists, tudo acaba ficando muito na cara. Isso faz com que o espectador não se anime tanto, podendo até desligar a televisão a qualquer momento, já que o filme quase não prende a atenção — exceto pelo final, que acaba sendo empolgante. No elenco, temos nomes bem conhecidos como Teyana Taylor, atriz que inclusive venceu o Globo de Ouro de Melhor Atriz pelo filme “Uma Batalha Após a Outra”, além de Matt Damon, Ben Affleck e Steven Yeun. Apesar de serem nomes fortes, as atuações sã...

Crítica: Marty Supreme (2026)

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  “Marty Supreme”: Um retrato visceral da solidão por trás da obsessão e da vitória. Existem histórias que não nos ganham pela lógica, mas pela insistência de seus personagens em serem vistos. Marty Supreme é uma dessas obras que pulsa com uma energia quase aflitiva, mergulhando no mundo do tênis de mesa para nos entregar um estudo profundo sobre a solidão de quem só sabe vencer. É um filme que não apenas retrata um esporte, mas abraça a trajetória de um homem que transformou a própria obsessão em um escudo contra o mundo. O coração do filme bate através de Timothée Chalamet. No papel de Marty, ele entrega uma atuação que vai muito além da técnica; é um trabalho de entrega emocional absoluta. Ele consegue ser, ao mesmo tempo, insuportavelmente arrogante e dolorosamente frágil, usando cada expressão para contar o que o roteiro muitas vezes deixa subentendido. É a performance definitiva de sua maturidade e, sinceramente, é difícil não enxergar aqui o caminho pavimentado para o seu p...