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Crítica: Epic: Elvis Presley In Concert (2026)

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  Epic: Elvis Presley In Concert – Uma homenagem merecida ao Rei do Rock, porém não memorável! Vários documentários e concertos vêm sendo lançados nos últimos meses nos cinemas e, desta vez, é hora de acompanhar o rei do rock, Elvis Presley. Começando: quando saíram os primeiros materiais de divulgação, fiquei encantado, não só pelo fato da qualidade, mas, no meu caso, por ver o próprio Elvis pela primeira vez na telona. Ao iniciar a crítica, tenho que elogiar Baz Luhrmann (diretor) pela dedicação e vontade de ir atrás dos documentos inéditos de Elvis e fazer este concerto. Na verdade, podemos perceber essa paixão pelo cantor desde Elvis (2022), um bom filme indicado ao Oscar. O que chama a atenção são as qualidades na parte visual das cenas, que em sua maioria se passam na década de 1970. Peter Jackson, que também remasterizou o documentário The Beatles: Get Back, foi o responsável por esse incrível trabalho, trazendo algo bem feito e nada tão exagerado. Na questão do enredo, o lo...

Crítica: O Caso dos Estrangeiros (2026)

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  “O Caso dos Estrangeiros” transforma a crise migratória em um drama humano intenso e profundo "O Caso dos Estrangeiros" é um mosaico humano profundamente sensível, que não hesita em mergulhar no caos das fronteiras e do desespero. O filme é uma experiência de urgência, construída através de uma narrativa fragmentada que prioriza o impacto emocional e a conexão entre as dores de cada personagem, em vez de uma cronologia linear e previsível. Embora essa escolha de dividir a trama em capítulos possa parecer intensa, é impossível negar o magnetismo da produção, onde cada perspectiva funciona como uma peça de um dominó trágico. A humanidade de seu elenco é o que sustenta a narrativa. A entrega de Omar Sy é fascinante; ele interpreta Marwan, o contrabandista, com uma dualidade que nos mantém divididos entre o choque por seu trabalho e a empatia por sua motivação como pai. Há uma tensão constante em cada cena, capturando a luta bruta pela sobrevivência que move cada família. Não p...

Crítica: Arco (2026)

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  "Arco" é daquelas animações que aquecem o coração e provam que o amor vai além do sangue Sabe aquele filme que você termina de assistir com o coração quentinho? Arco é exatamente assim. Logo de cara, o que chama a atenção é o visual: a animação é linda, cheia de cores vivas e desenhos que brilham nos olhos. É um verdadeiro presente para quem gosta de arte bem feita. A história é muito sensível e faz uma mistura legal entre o presente e o futuro. No meio disso tudo, a gente acompanha o nascimento de uma amizade linda entre o Arco e a Iris. É um desenho leve e divertido, mas que sabe emocionar na hora certa, sem forçar a barra. Mas vamos falar a verdade: quem rouba a cena mesmo é o Mikki, o robô. É incrível como uma máquina consegue mostrar mais amor e cuidado do que muito ser humano por aí. Ele é a prova viva de que ser pai ou mãe não tem nada a ver com biologia ou sangue, mas sim com estar presente, dar carinho e escolher cuidar de alguém todos os dias. Mesmo sendo uma hist...

Crítica: Pânico 7 (2026)

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  “Entre o Fan Service e a Paródia: Pânico 7 Perde o Rumo e Esquece o Medo” É realmente frustrante ver uma franquia que moldou o gênero slasher se perder de forma tão desanimadora, seguindo exatamente o mesmo caminho decepcionante que vimos no encerramento recente de Halloween. Pânico 7 tenta se sustentar em um fan service que, embora entregue momentos nostálgicos para quem é fã de carteirinha, não consegue esconder a falta de substância do roteiro. O grande problema aqui é o tom: o filme está tão saturado de piadinhas fora de hora e diálogos expositivos que a sensação constante é a de estar assistindo a uma sequência de Todo Mundo em Pânico. Quando o humor atropela a tensão e o deboche substitui o medo, a essência do terror morre, transformando o que deveria ser um suspense psicológico em uma paródia involuntária de si mesmo. No meio desse caos narrativo, a única luz que realmente brilha e dá alguma vida ao filme é Gale Weathers. Ela domina a tela em cada aparição, provando que é ...

Crítica: "O Morro dos Ventos Uivantes" (2026)

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  "O Morro dos Ventos Uivantes": um espetáculo moderno, magnético e visualmente arrebatador — mas distante da alma de Emily Brontë “O Morro dos Ventos Uivantes” chega às telas como um espetáculo visual que não teme abraçar o caos absoluto de Cathy e Heathcliff. O filme é uma experiência sensorial intensa, construída com uma estética moderna que prioriza o impacto cinematográfico e o apelo comercial ao invés da fidelidade a obra original de Emily Brontë. Embora essa escolha vá dividir opiniões, é impossível negar que a produção entrega magnetismo e cenas de tirar o fôlego.  O grande acerto desta versão está em seu elenco. A entrega de Margot Robbie e Jacob Elordi é nada menos que magnética, capturando a toxicidade e a paixão devastadora que movem o clássico. Há uma química crua na tela que garante uma experiência imersiva, nos mantendo hipnotizados pela destruição mútua dos personagens. Não posso deixar de mencionar Owen Copper que interpreta o pequeno Heathcliff, Copper entre...

Crítica: The Rose - Come Back To Me (2026)

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  "The Rose: Come Back to Me": quando a música cura Às vezes, a cura começa de forma silenciosa — através de uma música, de uma letra ou de um sentimento que finalmente encontra palavras. A música tem esse poder de nos permitir mostrar ao mundo quem realmente somos e de nos reconectar com aquilo que nos faz felizes, mesmo quando o mundo parece nos empurrar para sermos algo diferente da nossa própria essência. O documentário The Rose: Come Back to Me, dirigido por Eugene Yi, com estreia global e chegada aos cinemas brasileiros no dia 14 de fevereiro, é mais do que a história de uma banda. É um retrato sensível sobre recomeços, amizade, vulnerabilidade e sobre como a música pode curar mesmo quando a gente ainda não sabe que precisa disso. Ao acompanhar a formação do The Rose e a trajetória que transformou quatro artistas em uma banda que conecta pessoas ao redor do mundo, o filme revela que, por trás dos palcos, das turnês e das canções, existem histórias reais de coragem, dor,...

Crítica: Milonga (2026)

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  “Milonga”: quando uma boa ideia se perde em um desenvolvimento lento e sem impacto. Tem filmes que não sabem organizar suas histórias, e Milonga é um bom exemplo disso. Vale lembrar que o filme estreou em circuito paulista no final de dezembro e chega às salas do Rio de Janeiro no dia 29 de janeiro. Basicamente, o longa nos traz uma mulher que tem a oportunidade de se libertar de um passado difícil ao conhecer um homem que a ajuda a redescobrir sua paixão pelo tango. No entanto, para seguir em frente, ela precisa encarar algumas verdades desconfortáveis. Analisando, parece ter uma proposta interessante, mas falha grandemente. Começando pela história, que foi o que mais me decepcionou. Quando observamos a sinopse, percebemos que a protagonista, Paulina García (Rosa), é uma senhora que enfrenta diversos problemas: seu filho está preso, sua filha não dá a mínima para ela e, por fim, ela encontra um grande amor. Porém, nenhum desses assuntos é devidamente explorado. Milonga, caso voc...