Crítica: O Caso dos Estrangeiros (2026)
“O Caso dos Estrangeiros” transforma a crise migratória em um drama humano intenso e profundo
"O Caso dos Estrangeiros" é um mosaico humano profundamente sensível, que não hesita em mergulhar no caos das fronteiras e do desespero. O filme é uma experiência de urgência, construída através de uma narrativa fragmentada que prioriza o impacto emocional e a conexão entre as dores de cada personagem, em vez de uma cronologia linear e previsível.
Embora essa escolha de dividir a trama em capítulos possa parecer intensa, é impossível negar o magnetismo da produção, onde cada perspectiva funciona como uma peça de um dominó trágico.
A humanidade de seu elenco é o que sustenta a narrativa. A entrega de Omar Sy é fascinante; ele interpreta Marwan, o contrabandista, com uma dualidade que nos mantém divididos entre o choque por seu trabalho e a empatia por sua motivação como pai. Há uma tensão constante em cada cena, capturando a luta bruta pela sobrevivência que move cada família.
Não posso deixar de mencionar a força das atuações do núcleo sírio, que entregam uma dor tão real e emocionante que toca fundo na gente, dando rosto a histórias que o mundo muitas vezes prefere ignorar. Se o objetivo era transformar a crise migratória em algo profundamente pessoal, o casting e a direção acertaram em cheio.
Onde outros diretores buscariam um distanciamento documental, Brandt Andersen entrega um cinema vibrante, focado na alma de quem está à deriva.
“O Caso dos Estrangeiros” é uma jornada necessária por um mundo marcado pelo medo, mas também pela busca incansável por um lugar ao sol.
Nota: ⭐️⭐️⭐️⭐️ (Quatro)Autora: Thifany Soares.
Assista ao filme hoje nos cinemas.
Paris Filmes
Imagem: Angel Studios / Divulgação.



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