Crítica: Milonga (2026)
“Milonga”: quando uma boa ideia se perde em um desenvolvimento lento e sem impacto.
Tem filmes que não sabem organizar suas histórias, e Milonga é um bom exemplo disso. Vale lembrar que o filme estreou em circuito paulista no final de dezembro e chega às salas do Rio de Janeiro no dia 29 de janeiro.
Basicamente, o longa nos traz uma mulher que tem a oportunidade de se libertar de um passado difícil ao conhecer um homem que a ajuda a redescobrir sua paixão pelo tango. No entanto, para seguir em frente, ela precisa encarar algumas verdades desconfortáveis.
Analisando, parece ter uma proposta interessante, mas falha grandemente. Começando pela história, que foi o que mais me decepcionou. Quando observamos a sinopse, percebemos que a protagonista, Paulina García (Rosa), é uma senhora que enfrenta diversos problemas: seu filho está preso, sua filha não dá a mínima para ela e, por fim, ela encontra um grande amor. Porém, nenhum desses assuntos é devidamente explorado.
Milonga, caso você não saiba, é o lugar onde os amantes de tango se encontram para dançar. No entanto, esse ambiente, que poderia ser o espaço ideal para fluir e proporcionar grandes momentos ao filme, acaba sendo um dos menos mostrados e utilizados.
Um fator que me fez não gostar tanto da obra foi o seu andamento. O filme tinha 1h40min para entregar um bom resultado, mas a impressão é que os realizadores decidiram filmar apenas para passar o tempo e, ao chegar nos momentos finais, correm para cumprir o prometido. Quando mais esperamos que o longa vá melhorar, nada acontece. É aí que entra o ponto que comentei anteriormente: são tantos furos que tentam ser remendados com acontecimentos atrás de acontecimentos.
Mas calma, o filme, apesar da aparência da minha crítica, não é um completo desastre. O que podemos avaliar de positivo na obra é a atuação sólida de Paulina García (Rosa) e seus breves momentos mais agitados.
No geral, "Milonga" tem seus pontos positivos, mas o peso maior recai sobre um filme que demora demais para atingir seu ponto máximo. Até lá, o espectador já se exaustou com seu andamento longo e travado.
Nota: ⭐️½ (Um e meio)
Autor: Davi Gouveia.
Imagens: Divulgação / Kajá Filmes.



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