Crítica: Traição Entre Amigas (2025)
DOR E RESILIÊNCIA: Larissa Manoela e Giovanna Rispoli Sustentam o Luto de uma Amizade Desfeita em "Traição Entre Amigas"
"Traição Entre Amigas", dirigido por Bruno Barreto e adaptado do livro de Thalita Rebouças, é um filme que se propõe a ser mais do que um drama juvenil, funcionando como um espelho do amadurecimento e das consequências inevitáveis que as escolhas impensadas trazem para a vida jovem aduta.
A obra explora, em sua essência, a complexidade de perdoar o outro e, principalmente, perdoar a si mesmo.
Apesar de contar com a direção de um cineasta experiente como Bruno Barreto, o filme equilibra a tentativa de profundidade dramática com a manutenção de uma estrutura que, por vezes, soa familiar ao gênero teen. Assinado por Thalita Rebouças, o roteiro apresenta uma narrativa paralela que acompanha as vidas de Penélope (Larissa Manoela) e Luiza (Giovanna Rispoli) após o rompimento. Essa estrutura, embora funcional para contrastar as jornadas de culpa e superação, é previsível, especialmente nos plots românticos.
Há um esforço notável em ser mais maduro do que as adaptações anteriores de Thalita, lidando com temas como autodescoberta e os limites da amizade.
O filme utiliza a separação física como um recurso visual e simbólico potente. Enquanto Penélope se isola em Nova York para tentar a sorte como atriz, simbolizando a fuga e o recomeço radical, Luiza permanece, mergulhando no universo da música e explorando relacionamentos. Esse contraste acentua o abismo entre as personagens e as diferentes formas de lidar com a mágoa e a tentativa de reconstrução. O grande mérito da obra reside na forma como ela trata a traição não como o final, mas como o catalisador que obriga ambas as jovens a enfrentarem seus demônios internos.
A força reside na entrega corajosa e complexa de suas protagonistas. Larissa Manoela, como Penélope, entrega uma personagem de intensa complexidade emocional que é forçada a abraçar a falibilidade e a culpa de suas escolhas, marcando um ponto de virada na sua trajetória. Em contraste, Giovanna Rispoli brilha na pele de Luiza, canalizando a mágoa em uma força resiliente e introspectiva, transmitindo a dor contida e a complexidade de perdoar. A química entre as duas, mesmo nas cenas de separação, mantém viva a memória do laço quebrado, conferindo autenticidade ao processo de cura.
Penélope vive uma intensa exploração da culpa e do erro em sua jornada de atriz fracassada, sendo forçada a encarar as consequências de suas escolhas. Já Luiza personifica a mágoa que se transforma em força resiliente. Sua história trata da dificuldade de avançar enquanto as feridas do passado ainda estão abertas, encontrando no processo criativo da música um caminho para o autoconhecimento e a eventual libertação através do perdão.
Apesar de um roteiro hesitante, a performance de Larissa e Giovanna sustentam o peso emocional da narrativa, fazendo do filme uma obra guiada por personagens.
Em resumo, “Traição Entre Amigas" é uma história sobre a empatia, a transformação pessoal e a coragem necessária para encarar o passado e construir um novo futuro, nos faz lembrar que não somos definidos apenas pelos nossos erros.
Nota: ⭐️⭐️⭐️.5
Autora: Thifany Soares.
CONFIRA ABAIXO NOSSA COLETIVA DE IMPRENSA DO FILME:
O longa estreia dia 11 de Dezembro nos cinemas brasileiros via Imagem Filmes.
Trailer via: Imagem FilmesImagens: Imagem Filmes.
Gravação: Thifany Soares.


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