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Mostrando postagens de agosto, 2025

Crítica: Bambi: Uma Aventura na Floresta - (Cabine de Imprensa) 2025

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  Bambi: Uma Aventura na Floresta encanta com sua beleza, mas acaba se tornando mais uma obra esquecível. A história de um dos animais que marcou a história do cinema está de volta, dessa vez em uma nova versão. Começando pela parte visual, que sem sombra de dúvidas é muito linda, trazendo paisagens paradisíacas, sem falar na fofura dos animais que para quem não sabe são totalmente reais. O longa não possui nenhum diálogo, somente narração, e é isso que me chateia, pois dá uma sensação de que estou assistindo a um filme com audiodescrição, ou àqueles desenhos infantis que narram tudo o que o personagem está fazendo. Isso, na minha opinião, é bem exaustivo. O longa, do começo ao fim, tenta encantar o espectador, mas quando parece que vai chegar um momento impactante ou emocionante, ele passa depressa. Ou seja, não sabe aproveitar o que tinha de melhor para oferecer. Uma dica de ouro: se despertar a curiosidade de conhecer mais sobre a história do personagem, sugiro que você confira ...

Crítica: Anônimo 2 - (Cabine de imprensa) 2025

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  "Anônimo 2" é Pura Adrenalina e Diversão! Se o primeiro filme já era bom, "Anônimo 2" pisa no acelerador e entrega uma experiência ainda mais eletrizante.  O filme é um soco no estômago, mas da melhor forma possível: uma verdadeira dose de adrenalina que te tira da cadeira e não te deixa piscar. Esqueça as críticas negativas — este filme não se leva a sério e é exatamente por isso que funciona tão bem. É uma mistura explosiva, como se John Wick e Busca Implacável tivessem um filho com o humor de Os Bad Boys. A ação é implacável, criativa e coreografada de forma impecável, transformando cada cena em um espetáculo. O grande trunfo, no entanto, é Bob Odenkirk. Ele prova mais uma vez que é um ator extraordinário. Ele é carismático, brutal e, ao mesmo tempo, incrivelmente humano, alternando entre momentos de vulnerabilidade e pura fúria com uma facilidade impressionante.  Por uma hora e meia, o filme te agarra e não te solta, com um ritmo frenético e humor afiado que d...

Crítica: Amores À Parte - (Cabine de imprensa) 2025

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  “Amores à Parte”: Uma Sátira Morna sobre Relacionamentos Modernos. “Amores à Parte” nos joga de cabeça no caos do divórcio de Ashley (Adria Arjona) e Carey (Kyle Marvin), arrancando risadas com a revelação das traições e reação inesperada de Carey. A comédia romântica ganha um novo rumo quando ele descobre que o casamento do seu melhor amigo, Paul, com Julie (Dakota Johnson), não é exatamente como o dele. O relacionamento deles é aberto, e essa é a deixa para o filme explorar uma sátira aos relacionamentos modernos. A monogamia é posta em cheque, e a discussão é levantada: será que o desapego é sinônimo de felicidade, ou apenas um escudo para a insegurança? O filme tem um ritmo leve e divertido, mas em alguns momentos, as piadas exageradas acabam quebrando o clima. No entanto, o carisma e as atuações de Adria Arjona e Dakota Johnson, que carregam o filme nas costas, compensam a falta de profundidade em certas cenas. A grande crítica, no entanto, é que "Amores à Parte" parec...

Crítica: No Céu da Pátria Nesse Instante (Cabine de imprensa) - 2025

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  No Céu da Pátria Nesse Instante é o mais novo filme documentário sobre as eleições de 2022. Política é um assunto muito pesado e, quando falamos no Brasil, esse tema é maior ainda. Alguns anos atrás, presenciamos uma das maiores disputas pelo governo do país: Lula e Bolsonaro. Esse documentário tem como foco registrar todo o período de votação, desde as campanhas nas ruas até a posse do presidente. A proposta é interessante, porém falha. Ao assistir o trailer e à sua divulgação, pensei que era focado somente no caso do 8 de janeiro, quando pessoas destruíram o Palácio do Planalto após não concordarem com o resultado da eleição, mas ele mostra toda uma trajetória para chegar até lá. Sinceramente, falando como uma pessoa que não gosta muito de política, apesar de ser importante, esse documentário é bem cansativo, pois contém momentos desnecessários ao tentar se explicar demais. E quando você pensa que vai ter uma virada de chave e vir algo impactante, simplesmente não surpreende e ...

Crítica: Os Enforcados (Cabine de imprensa) - 2025

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  Leandra Leal e Irandhir Santos juntos no mais novo lançamento da Paris Filmes. Os Enforcados trata-se de um daqueles filmes que não se contenta em apenas contar uma história — ele quer te puxar para dentro dela, te fazer cúmplice, te deixar desconfortável.  A trama gira em torno de Regina e Valério, vividos por Leandra Leal e Irandhir Santos, um casal da elite carioca que decide resolver seus problemas financeiros mergulhando ainda mais fundo no lamaçal do jogo do bicho, herança da família de Valério. Só que o plano deles — matar o tio Linduarte (Stepan Nercessian) e vender a parte do negócio — é o tipo de ideia que parece brilhante por cinco minutos e depois vira um pesadelo sem fim. O filme tem uma pegada shakespeariana bem evidente, especialmente em como a ambição e a culpa vão corroendo os personagens. Dá pra sentir a sombra de Macbeth pairando sobre Regina, que é quem realmente movimenta a trama. Leandra Leal entrega uma personagem que oscila entre o controle e o desesp...

Crítica: Juntos (Cabine de imprensa) - 2025

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  Juntos é o mais novo lançamento da Diamond Films. Dirigido por Michael Shanks em sua estreia no comando de um longa, o filme é estrelado por Dave Franco e Alison Brie, casal na vida real, que utiliza essa conexão, em seus personagens, para explorar os limites do corpo e da identidade dentro de um relacionamento desgastado. A trama começa com Tim e Millie se mudando para o interior, tentando recomeçar longe da vida urbana. Só que o que parecia ser uma tentativa de reconexão rapidamente se transforma em um pesadelo físico e psicológico. Após um encontro com “algo” em uma caverna, eles começam a se fundir — literalmente. O filme não economiza nos efeitos práticos e visuais para mostrar essa transformação grotesca, mas o horror não está só na carne: está na ideia de perder a individualidade dentro de uma relação. O roteiro é esperto ao evitar explicações excessivas sobre a origem da entidade ou da substância que causa a fusão. Shanks prefere deixar pistas e confiar na inteligência do...

Crítica: Uma Sexta-feira Mais Louca Ainda (2025)

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  Lindsay Lohan e Jamie Lee Curtis estão de volta em Uma Sexta-feira Mais Louca Ainda. A história se passa anos depois de Tess e Anna enfrentarem uma crise de identidade. Anna agora é mãe e tem uma futura enteada. Elas lidam com os desafios de unir duas famílias e descobrem que um raio pode cair duas vezes no mesmo lugar. Uma das franquias mais amadas do cinema está de volta e posso afirmar que a Disney me surpreendeu. Começando pela trilha sonora, que é fantástica e cativante, trazendo uma mistura bacana de novas canções com as clássicas que já conhecemos, como “Take Me Away”. Na parte das atuações, fiquei encantado, pois continuam intactamente muito boas, como Lindsay Lohan (Anna Coleman), que agora apresenta uma mudança radical em sua vida quando comparada ao primeiro filme e investe mais em sua maternidade. As novatas Julia Butters (Harper Coleman) entregaram uma performance bem legal e Sophia Hammons (Lily Daves) foi uma grata surpresa, com uma presença marcante e incrível. A ...

Crítica: A Única Sobrevivente (Cabine de imprensa) - 2025

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  A Única Sobrevivente é o mais novo lançamento da Adrenalina Pura+. Em 1981, uma passageira sobreviveu a uma colisão entre um avião comercial e um bombardeiro soviético a mais de 5 km de altitude. Ao acordar sozinha na floresta, ela precisa criar seu próprio milagre para se manter viva. Começando a crítica pelas atuações, que estão bastante amadoras, os nomes mais importantes no filme são Nadezhda Kaleganova (Larisa) e Maksim Ivanov-Marenin, que interpretam papéis interessantes, mas ainda assim nada muito profissional. O CGI do filme é bem ruim, principalmente quando falamos em específico a cena da queda do avião, sem falar nos momentos de adrenalina, que são mal produzidos. Algo que me deixou extremamente chateado e um dos pontos que me fez não aprovar a obra foi a péssima execução da história, considerando que se trata de um impactante caso verídico. Sinceramente, fiquei me perguntando ao longo do filme qual era o seu gênero, pois em certos momentos parecia suspense, em outros d...

Crítica: F1: O Filme (2025)

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  F1: O Filme é o mais novo lançamento de Brad Pitt que está em cartaz nos cinemas. Na década de 1990, Sonny Hayes era o piloto mais promissor da Fórmula 1, mas um acidente quase acabou com sua carreira. Trinta anos depois, o dono de uma equipe de Fórmula 1 em dificuldades convence Sonny a voltar a correr e se tornar o melhor do mundo. Antes de assistir ao filme, já estava super animado, pois esperava que iria ser bom, mas é melhor do que imaginava. Nas atuações temos grandes nomes de destaque como Javier Bardem que, apesar de não ser um papel tão badalado, fez um trabalho muito bacana ao trazer a forte mensagem dos amigos de verdade. Damson Idris (Joshua Pearce) é um jovem talento entregando uma atuação impecável. Todos saíram incríveis, mas a estrela é Brad Pitt (Sony Hayes) com sua performance marcante e ousada. Trilha sonora é algo que gosto muito, pois elas, na maioria das vezes, dão um ânimo no filme e em F1 não é diferente, ao trazer músicas muito bacanas, envolvendo nomes ...