Crítica: A Morte de Robin Hood (2026)

 

A Morte de Robin Hood: Hugh Jackman brilha em filme difícil de assistir.

Quando pensamos em Robin Hood, é quase automático imaginar um herói destemido e cheio de coragem. A Morte de Robin Hood segue por um caminho completamente diferente. Aqui, não existe espaço para romantizar a lenda. O que encontramos é um homem cansado, carregando as consequências de uma vida inteira de escolhas difíceis.

O filme não economiza na violência. Em alguns momentos ela é tão explícita que acaba chamando mais atenção do que a própria narrativa. Entendo a intenção de tornar essa despedida mais dura e realista, mas, para mim, houve cenas que ultrapassaram o impacto e se tornaram apenas desconfortáveis de assistir.

Ainda assim, é impossível não destacar Hugh Jackman. Ele entrega uma atuação que sustenta o filme do começo ao fim, transmitindo cansaço e vulnerabilidade sem precisar de grandes discursos ou frases de efeito. É aquele tipo de interpretação que faz você acreditar em cada olhar e em cada silêncio do personagem.

A fotografia acompanha muito bem esse tom melancólico. Os cenários escuros e a atmosfera pesada fazem com que cada momento carregue um sentimento de despedida, deixando tudo ainda mais intenso.

A Morte de Robin Hood talvez decepcione quem espera uma aventura, mas funciona como um drama sobre consequências. Não foi um filme que me conquistou por completo por conta do excesso de brutalidade, porém saí da sessão com a certeza de que Hugh Jackman entrega aqui um dos papéis mais intensos de sua carreira.


Nota: ⭐️⭐️⭐️ (Três)

Autora: Thifany Soares.

O filme estreia dia 13 de agosto nos cinemas brasileiros.





Imagens: Imagem Filmes / Divulgação

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