Crítica: Todo Mundo em Pânico (2026)
Todo Mundo em Pânico: o retorno do humor sem freios
Todo Mundo em Pânico retorna sem tentar reinventar a fórmula que tornou a franquia tão popular, e isso acaba sendo uma de suas maiores qualidades. O filme abraça o humor pastelão do início ao fim, satirizando produções recentes, tendências da cultura pop e situações atuais que tornam muitas piadas ainda mais fáceis de reconhecer e aproveitar.
Um dos grandes acertos é a volta de personagens clássicos que ajudaram a definir a identidade da franquia. Revê-los em cena desperta aquela nostalgia gostosa, mas o filme não se apoia apenas nisso. Os personagens continuam com a mesma energia caótica e são responsáveis pelos momentos mais engraçados, é de fato um filme para quem entende o humor proposto, sem espaço para a cultura do cancelamento.
Eu ri do início ao fim. O ritmo é acelerado, as piadas surgem o tempo todo, mas é claro que nem todas têm o mesmo impacto e algumas sequências funcionam melhor do que outras, mas isso faz parte de um humor tão exagerado.
Meu maior problema ficou com o final, que me pareceu menos inspirado do que o restante do filme e não entregou um encerramento tão memorável quanto eu esperava.
Ainda assim, Todo Mundo em Pânico entende perfeitamente o que estamos procurando ao revisitar esse clássico. É uma comédia despretensiosa, caótica e consciente do próprio absurdo. Pode não reinventar a franquia, mas entrega exatamente aquilo que promete: muitas risadas e uma experiência divertida do começo ao fim.
Nota: ⭐️⭐️⭐️½ (Três e meio)
Autora: Thifany Soares.
O filme está em cartaz nos cinemas brasileiros via Paramount Pictures Brasil.
Imagens: Divulgação


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