Crítica: De Volta à Bahia (2026)

 

"De Volta à Bahia" brilha na atmosfera e no carisma, mas perde força no ritmo da história

"De Volta à Bahia", dirigido por Eliezer Lipnik e Joana di Carso, é uma comédia romântica que aposta na leveza e no calor do litoral baiano para contar uma história sobre juventude, amor e redescoberta. A trama acompanha Maya e Pedro, dois jovens surfistas que se conhecem após um vídeo viral mudar o rumo de suas vidas. Unidos pelo mar, eles acabam se aproximando enquanto enfrentam conflitos familiares, expectativas e o peso de tentar transformar paixão em propósito.


O filme tem alma e Salvador não é cenário, é personagem. A cidade vibra em cada plano, com suas cores e luz. A fotografia é um dos grandes acertos: a câmera se aproxima do sol, do mar e da pele dos personagens de forma natural, quase sensorial. Não há artificialidade; o filme sabe que a Bahia não precisa de retoques para brilhar.

Bárbara França é quem mais se destaca. Sua presença é luminosa, cheia de verdade e carisma. Há sinceridade na maneira como ela conduz Maya, alternando vulnerabilidade e força com naturalidade. Lucca Picon funciona bem ao lado dela, especialmente nas cenas mais leves, embora falte certa intensidade emocional nos momentos de virada.


Os problemas surgem quando o filme tenta encontrar o próprio ritmo. Os cortes bruscos e a ausência de uma ambiência sonora mais envolvente deixam muitas cenas ocas, presas apenas aos diálogos. Há silêncio demais, e nem sempre o silêncio tem algo a dizer. Essa falta de textura sonora e fluidez na montagem tira parte da vida que o filme parece querer transmitir.

Mesmo assim, "De Volta à Bahia" tem charme e autenticidade. É leve, bonito e feito com carinho, um retrato ensolarado da Bahia e de seus afetos.

NOTA: ⭐️⭐️⭐️ (Três)
Autor: Daniel Fonseca.

O filme já está em cartaz nos cinemas brasileiros via Magia Filmes.

     Ingresso.com

Imagens: Magia Filmes/Divulgação

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